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domingo, 8 de janeiro de 2017

Cooperado será destaque mais uma vez

                                    Francisco Dessi e a filha Márcia mostram o jornal a notícia da família

Orgulho! Pai e filha mostram a primeira reportagem que participaram do Informe Colagua, há dois anos, em abril de 2014, a família recebeu a equipe Colagua para uma reportagem da série "Caminhos do Leite". O cooperado Francisco de Assis Dessi e a filha Márcia Dessi, contaram na época como era a rotina na pecuária leiteira, as mudanças associadas a tecnologia, mas fizeram questão de ressaltar a importância de ser um cooperado. Francisco Dessi está na Colagua há 50 anos, desde que o pai tocava os negócios da família, presenciou momentos de crise com a cooperativa, mas nunca deixou a Colagua e faz questão de crescer junto.

Depois de dois anos a equipe do Informe Colagua voltou até a propriedade de Francisco Dessi, na localidade de Pedra Preta, em Divino de São Lourenço, para mostrar como está a rotina da família. Muitas notícias boas! Que vocês vão conferir no Informe Colagua deste mês de janeiro. Até lá!

                                                     Pai e filha com a jornalista Andresa Alcoforado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Colagua teve crescimento em 2016

Presidente Burthon fez balanço otimista

Como faz tradicionalmente o Presidente da Colagua, Burthon Moreira, fez um balanço sobre o trabalho da cooperativa durante todo o ano de 2016. Mesmo em meio à crise que abalou todo o país, o setor leiteiro conseguiu dar a volta por cima e apresenta pontos positivos de crescimento, na contra mão da dificuldade econômica, produtores enxergaram como é importante investir na atividade fazendo cursos, comprando equipamentos e recebendo orientações técnicas. Se no campo as coisas prosperaram, na indústria da Colagua o rigor no controle de qualidade aumentou ainda mais, seguindo a risca todas as normas dos Ministérios da Agricultura e Saúde. Os resultados foram parar na mesa, de cada vez mais consumidores, os produtos Colagua em 2016, chegaram mais longe, em supermercados da Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, municípios do Caparaó e no Noroeste Fluminense. Acompanhe a entrevista:

Como o Ptesidente avalia a economia da Colagua em 2016? 

Um ano antagônico, registramos os maiores preços médios remunerados ao produtor num cenário nacional da economia de muita recessão e desemprego, com inatividade de muitas empresas, mas para o produtor foi um ano de alento e de ver que é possível investir no setor. 

Podemos dizer que a Cooperativa de Guaçuí teve um saldo positivo? 

Foi positivo sim. Estamos em um processo de construção dentro do planejamento estratégico, entre as ações, a expansão da parte comercial estava prevista. Fechamos parcerias importantes com redes de supermercados e tivemos um aumento de faturamento, mesmo com cenário econômico de recessão e crise, a Colagua faz um somatório positivo. Não será melhor que o ano passado, por exemplo, porém, conseguimos mais que dobrar a rentabilidade liquida. O cooperado que é tão importante para Colagua mudou neste ano? São conjuntos de fatores e ações, quando você tem a sua disposição, leite em escala e qualidade e ainda por cima, tem um mercado, acaba transformando isso em bons resultados. O negócio da Colagua é uma cadeia muito extensa, do cooperado até o vendedor de produtos. Da matéria prima, no campo até a mesa do consumidor. A captação no campo, a chegada ao parque industrial, a transformação do leite em derivados, a entrega nos pontos de distribuição e o consumidor. É uma cadeia muito complexa, precisa ser racionalizada e planejada para atingir os resultados esperados. O setor está passando por modificações, a informação e assistência técnica tem feito a diferença para os cooperados. Isso condiciona o produtor para posicionar a maneira que vai conduzir a atividade, sofrendo menos e ganhando mais. O mercado do leite é um mercado muito imperfeito, o leite em relação ao Brasil passa por momentos antagônicos, são momentos distintos que levam uma reflexão, sobre o que o produtor precisa fazer dia a dia, tendo uma ponderação a respeito da atividade e a maneira que ele conduz o negócio. Não há receita de bolo pela complexidade do tema, principalmente pela característica de cada produtor, dependemos principalmente do fator clima que é imprevisível. Nós tivemos produtores que fizeram reserva alimentar e não tiveram nenhum problema com a seca, alguns até cresceram levando vantagem na dificuldade de muitos, simplesmente porque aprenderam a ter reserva alimentar. Exemplos assim fortalecem a estrutura da cooperativa, com aplicação dos recursos no dia a dia, somada a tecnologia que tem ajudado. Produzir mais com menos, com mais qualidade e agregando valor ao produto final. O leite nessas circunstâncias consegue capitalizar o produtor. 

Como o Presidente consegue enxergar o ano de 2017? 

A ideia é seguir o caminho de planejamento, ampliar as parcerias comerciais que vem sendo feitas desde 2015 e que acabaram se consolidando em 2016. Nosso objetivo principal é ampliar nossas parcerias comerciais, uma maneira concreta para garantir a estabilidade do negó- cio, tentar captar leite e com mais qualidade, transformar esse leite em produtos que precisam ser distribuídos no Espírito Santo e também em outros estados. Do ponto de vista da parte técnica é refinar esses caminhos, porque a melhor maneira de cuidar da cooperativa, simplesmente é cuidar do produtor de leite, dando fomento a ele. 

As modificações deixaram o produtor mais interessado? 

O produtor rural tem percebido que o leite é uma opção rentável, a nossa região há algumas décadas tinha característica de ter grandes fazendas, com uma mão de obra elevada tanto para o café como também, para o leite. Mas esse perfil mudou, as propriedades são pequenas e tem perfil familiar. Existe uma sinergia entre as pessoas da família, por isso, o rendimento melhor tem acontecido com esse trabalho de união. Quando se fala em produção de leite, um dado estatístico me chamou atenção, está acontecendo uma seleção do setor, quantidade de produtores vem caindo, porém, o volume de leite aumentando. O setor está passando por modificações, assistência técnica e informações, com toda essa preparação a atividade acaba sofrendo menos porque já fica preparada. O orçamento não está atrelado ao salário mínimo, ou mesmo, outras comparações econômicas. 

O Presidente da Colagua, Burton Moreira, terminou a entrevista, satisfeito com os resultados e desejando boas vibrações para o fim de ano. “Desejo a todos os cooperados, funcionários e parceiros, um Natal repleto de paz, um ano no com tranquilidade, alegria e realizações. Que Deus nos abençoe a todos!”, finalizou.
 
                                              Produtos da Agroindústria tiveram sucesso em 2016

Crimes rurais na mira da Polícia

                                                Pecuaristas estão colocando câmeras nos currais

Polícia Civil de Guaçuí está investigando crimes que vem acontecendo nos últimos meses na região, uma ação em parceria com o município de Natividade, no estado vizinho do Rio de Janeiro, foi feita já que muitos animais eram levados para Varre Sai. A parceria resultou na prisão de vá- rias pessoas que furtavam o gado e equipamentos. Novas investigações estão sendo realizadas, para conter onda de furto de carnes.

 No último mês de novembro, pelo menos três propriedades foram invadidas por bandidos, os homens mataram os animais e tiraram a carne no pasto mesmo. Para garantir a segurança e prender os criminosos, a Polícia precisa que a comunidade denuncie, mas principalmente registre queixa na delegacia sobre qualquer problema que acontecer, qualquer informação, ajuda e muito no decorrer das apurações dos fatos. É necessário que a segurança nos currais seja reforçada, foi constatado também que muitos funcionários de propriedades estavam envolvidos nos furtos, a seleção na hora do trabalho é muito importante.

Produtor tem história com o leite

                                           Com o neto João, Guido fica feliz de ter voltado a pecuária 

Quando fala da produção leiteira Guido Higino Vitório chega a se emocionar, o passado volta e as lembranças do pai ficam mais fortes, a pecuária ele aprendeu desde a infância e sentiu há quase um ano, que era hora de voltar para atividade. A vontade surgiu principalmente para ensinar aos cinco netos: João, Henrique, Inácio, Bárbara e Helena, como se torna importante investir no que temos prazer. Na Fazenda Boa Sorte, em Dores do Rio Preto, a produção somada a um trabalho de qualidade vem dando resultados, além disso, incentiva ainda mais o pecuarista, que acredita no leite como importante ferramenta econômica para a região do Caparaó. 

“Aprendi a tirar leite com meu pai, fiquei até os 18 anos no curral ajudando na fazenda da família. Depois me formei em letras e cheguei a dar aulas por 21 anos, mas nunca abandonei a roça, acabai focando mais na produção de café que também acho fundamental para renda do agricultor. Aprendi com meu pai, que o ideal sempre foi o café com leite, o grão para as despesas maiores e o leite, para a manutenção diária da propriedade. Acabei seguindo o caminho empresarial na exportação de café, também cheguei a trabalhar com gado de corte, mas senti que era hora de voltar para o leite e faço isso, com muito amor”, destaca Guido. 
                                                   Animais selecionados com genética voltado ao leite

Uma equipe composta por três campeiros dedicados e o apoio da zootecnista da Colagua, Valeska Ávila, fez a produção aumentar muito nos últimos meses. O aumento aconteceu também com investimento em qualidade, uma sala de ordenha foi criada. Da ordenhadeira, o leite sai direto para o resfriamento no tanque sem o manuseio do funcionário, o índice UFC está muito bom, comprovando a qualidade do produto. Atualmente, trinta e cinco vacas estão no leite, resultando em uma produção diária de cerca de 800 litros. 

“Um processo simples e profissional considero o da sala de ordenha. Achei esse projeto mais viável, fiz todo o desenho e um serralheiro executou. As vacas entram de oito em oito, não comem no local e ficam na sala apenas para serem ordenhadas. O manejo melhorou muito, porque o campeiro não tem contato com leite, reduz bem o trabalho também dos profissionais”, destaca Guido. 

                                                  Higiene em todo o processo de captação de leite

                                               
                                                           Os animais são ordenhados e voltam para o curral

Para a zooctenista, o entusiasmo do pecuarista atinge os funcionários que conseguem desenvolver um bom trabalho. “Os funcionários estão atuando com responsabilidade e acabam incentivando o proprietário a investir mais no negócio. Com assistência técnica, estamos fazendo modificações no manejo e nutrição, com adequação dos pastos”, afirma Valeska. 

A ligação de Guido não é apenas com o setor leiteiro, mas veio de família o apreço a Cooperativa de Laticínios de Gua- çuí, ainda menino o pecuarista acompanhava o pai até a Colagua, quando retomou a atividade não teve dúvidas para onde enviar o leite. “Meu pai foi cooperado há mais de cinco décadas e fico feliz com o crescimento da Colagua. Eles dão suporte técnico e tem pessoas empenhadas. Precisamos valorizar a nossa região, mandar leite para outros estados não tem cabimento. Muitas pessoas mandam leite para lugares, que nunca vão conhecer, na Colagua somos todos amigos”, finaliza Guido. 

                                                Equipe Colagua, junto ao cooperados e funcionários

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Último Informe Colagua do ano

                                                   Equipe técnica da Colagua visitando produtor

O Informe Colagua de Dezembro está quase pronto. Muitas informações para cooperados e para toda a comunidade da região do Caparaó, incluindo dicas de segurança na zona rural e um balanço do ano de 2016, com o Presidente Burthon Moreira sobre economia e produção. O jornal trás também, uma matéria especial com o produtor Guido Higino Vitório, de Dores do Rio Preto, que começou na produção de leite há um ano e já consegue alcançar bons resultados. Não perca!

                                       Guido com os campeiros que se empenham no trabalho do curral

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Projeto “Mais Leite” renova propriedades


                                           Produtor Cláudio comemora a lavoura de milho para a silagem

Planejamento no campo com acompanhamento técnico, previsão de boa produção e a certeza de crescimento. Os cooperados que participam do projeto “Mais Leite” da Colagua mudaram completamente as atitudes no manejo, nutrição e genética. Não tinha como ser diferente, eles conseguiram ampliar a produção leiteira e aprender a gestão da propriedade. Atualmente, o projeto funciona por meio de parceria entre a cooperativa e cooperados, um financiamento importante em busca de qualidade e aumento de volume de leite na Colagua. 

 A zootecnista Valeska Ávila, atende 19 cooperados e na rotina de visita fica fácil entender como as mudanças foram positivas. “Em relação a evolução dos produtores, vem crescendo uns devagar outros mais rápidos, tudo de acordo com as questões financeiras e do empenho do produtor em se profissionalizar no setor. O produtor José Henrique, por exemplo, tirava 30 litros de leite por dia e hoje, está quase nos 200 litros. Posso citar também o cooperado Cláudio Cassiano, que quando começou conseguia uma produção de 60 litros e agora, chega a marca de 200 litros/dia. São exemplos de produtores que conseguiram mais que dobraram produção. Sentimos que eles começam a se abrir para novas ideias”, explica Valeska, que muitas vezes madruga nas propriedades assistidas para acompanhar de perto a primeira ordenha. 

Como o programa é gerido agora pela Colagua, a autonomia para muitas decisões fica entre produtor, o Presidente Burthon Moreira e o técnico. Com burocracia reduzida e facilidade de entrosamento entre todos envolvidos, a expectativa é que novos cooperados aceitem o desafio e entrem no projeto. A assistência técnica oferecida pela Colagua compreende veterinários, zootecnista e técnico agrônomo, todas as áreas necessárias para uma boa evolução animal e da propriedade. 

 Para o técnico e veterinário, Clério Soares Moulin, convencer o cooperado que é preciso acompanhar as programações não é tarefa fácil, mas garante que tem conseguido conquistar a confiança dos cooperados assistidos. “Eu faço uma programação de visita, em algumas propriedades o relacionamento virou mesmo de amizade, porque precisamos saber de todos os caminhos dados no trato da propriedade e planejar as mudanças, de olho na melhora de qualidade e produção. É gratificante presenciar a evolução dos cooperados”, finaliza Clério.

Pequeno pecuarista comemora a produção

Família que produz junta cresce também

Olhar o pasto verde, o gado nutrido e produzindo deixa o casal João Paulo Serafi m e Vanilda Moraes Damasceno, satisfeitos com todo o empenho para aumentar o volume do leite sem deixar de buscar a qualidade. A propriedade fi ca na localidade de Santa Terezinha, em Dores do Rio Preto, um ponto importante da bacia leiteira do Caparaó. O diferencial da família é que eles toparam o desafi o do projeto “Mais Leite” e há mais de um ano, recebem apoio técnico e todo o suporte da Colagua, houve uma intensa transformação no sítio garantindo a renda da família. 

“Há pouco mais de um ano temos assistência técnica, fi zemos roça de milho e também de cana. Consigo lembrar que antes da Colagua tinha apenas uma vaca, cheguei a enviar leite para outros laticínios, mas quando tive problema em um tanque foi à cooperativa que me ajudou. Desde então estamos juntos com a Colagua no caminho para alcançar mais crescimento”, destaca João Paulo.

                                        Parceria que deu certo: Técnico Clério com o produtor João Paulo

 O técnico Clério Soares que também é veterinário orienta a família há quase um ano, foram diversas planilhas, projetos e força de vontade para manter o trabalho em crescimento. Os dados provam que o esforço tem dado certo, no mês de agosto, oito vacas estavam em lactação, conseguindo tirar uma produção diária de 75 litros, o que representa 12,3 litros por vaca. O destaque é que o CCS está baixo e o UFF aceitável, o intervalo entre partos das vacas considerado modelo, com 14 meses de diferença.

 “O que me surpreendem bastante com o nosso trabalho é que João Paulo usa bastante a área. São 24 mil/litros por hectare ao ano, sendo que intensifi cado são 10 mil por hectares. Apenas cinco hectares estão na atividade leiteira. Estamos buscando agora, a instalação ampliada de cria e recria, além de consolidar os piquetes, que são 27. João está de parabéns, porque tem conseguido absorver nossas orientações e dar uma estabilidade a família”, afirma Clério. 

Piquetes que alimentam o gado e verdes devidos as chuvas

O exemplo de João Paulo demostra claramente que é possível produzir dentro dos conceitos da agricultura familiar. Além de receber o apoio da Colagua, o pecuarista também conseguiu apoio do programa de genética do Governo do Estado que atende alguns cooperados. “Nós trabalhamos juntos, participo ativamente de todos os processos na propriedade com o meu marido. Estamos satisfeitos com a produção”, finaliza Vanilda