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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Vizinhos viram sócios no leite

                                                     Vizinhos que encontraram estimulo no setor leiteiro

Nem todo mundo acredita em sociedade, mas com trabalho e gerenciamento dois pecuaristas do distrito de Santa Rita do Prata, em Varre Sai, estão provando que a parceria é viável e gera ótimos negócios. João Carlos da Silva e João Fernando Simões de Oliveira, não tem apenas o primeiro nome igual, a mesma vontade de encarar um trabalho sério, investir no setor leiteiro e alcançar resultados, levam os dois a mais coincidências. Há sete meses eles entraram para a cooperativa, deixaram de passar o leite para uma empresa privada, por acreditar no sentido do cooperativismo. Entraram para somar e já se destacam no rancking de qualidade, apresentado todos os meses no Informe Colagua.

                                                 Os animais foram inseminados na propriedade

Para João Carlos acreditar no potencial da propriedade faz toda diferença, antes trabalhava apenas com recria de fêmea, a produção de leite chegou depois da parceria com o vizinho. “A propriedade eu comprei de meu pai junto com meu irmão Emanuel, Fernando desde sempre foi nosso vizinho. Nós fazíamos a recria de fêmea e depois vendíamos o gado, João começou pegando os leites em baixo volume, depois nós vimos que deu certo e resolvemos fazer a parceria. Ele fez curso de inseminação e todos os animais foram feitos na propriedade mesmo”, destaca João Carlos. Que lembrou que o irmão Emanuel, também faz parte dos negócios dos dois.

                                                     Animais de ótima qualidade em todo sítio

Atualmente, a produção de leite diária gira em torno de 300 litros, com UFC de 58 e CCF 218. A qualidade ficou ainda mais comprovada, depois que eles abandonaram o tanque coletivo e separaram o leite no recipiente fornecido pela Colagua. Os dois são tão otimistas, que o próximo passo será investimento em piquetes, para elevar a produção diária para 500 litros e sem perder a eficiência.

Os dois eram cafeicultores e viram no leite uma atividade trabalhosa, mas lucrativa. “Arrendei as terras do meu pai, fui acabando com o café aos poucos e sempre tinha uma pequena produção leiteira. O aprendizado com a inseminação me fez acreditar mais, me orgulho em dizer, que todo nosso rebanho é feito na propriedade. Também passei muitos anos trabalhando com maquinário”, afirma João Fernando Simões.
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Estradas ruins atrapalham a coleta


Caminhão que ficou agarrado por horas 

Choveu um pouco e logo veio frio, a combinação não foi nada boa para as estradas da região, principalmente algumas que são muito usadas na captação de leite da Colagua. Além das estradas principais, que em alguns trechos não recebem manutenção frequente, o motorista do caminhão ainda esbarra em caminhos dentro de propriedades que também não são cuidados. O resultado não é nada bom, caminhões presos, horas de trabalho e leite que demora a ser retirados dos tanques.

Quem vem sofrendo na pele esta dificuldade é o técnico especialista em qualidade, Leonardo Soroldone Barbosa, que vem acompanhando o trabalho em algumas propriedades, principalmente no momento da captação de leite, muitas vezes o veículo só é retirado com corrente e sendo puxado por máquinas. O planejamento de um dia inteiro é desperdiçado, pelas péssimas condições da estrada.

                                                 Falta de manutenção agrava a situação nas estradas

“Noto que na região que a bacia leiteira é forte, a conservação dos trechos é até melhorada, mas aquelas onde propriedades de café estão em maioria, a situação é pior. A culpa não é apenas de governos, trechos dentro de propriedades também estão muito ruins e principalmente pontes. Minha preocupação é com a acidez do leite, quando o produto em uma qualidade muito boa, claro que isso não acontece, mas se o produtor não em essa preocupação o risco é maior”, destaca Leonardo.  

sábado, 11 de junho de 2016

Equipe da Colagua visita cooperados na Prata

                                                A troca de informações reforça a busca por melhorias 

Uma dupla de amigos, parceiros e sócios. Essa será a matéria principal do Informe Colagua no mês de junho. O destaque vem do distrito de Santa Rita do Prata, em Varre Sai, no noroeste do Rio de Janeiro, bem na divisa com Guaçuí. Os cooperados resolveram há alguns meses encaminhar o leite para Colagua, encontraram na cooperativa apoio e responsabilidade. Importante lembrar que os cooperados investiram em qualidade, tanto do rebanho como na retirada do leite. Todos os detalhes no Informe Colagua. Não perca! Informações da nossa terra, para nossa gente.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Feira de Negócios tem apoio da Colagua

O evento vai ser realizado no mês de setembro

O fim de semana foi de festa em Guaçuí com a tradicional Feira do Verde que atraiu centenas pessoas ao município, uma discussão sobre meio ambiente, cultura e porque não, negócios. Pensando nisso, a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Guaçuí, Acisg, aproveitou a movimentação para começar a divulgar a “I Feira de Negócios de Guaçuí” que vai acontecer do dia 1 a 4 de setembro, no Parque de Exposições. A proposta foi abraçada pela Colagua, como uma empresa que acredita nos negócios da região do Caparaó Capixaba e no desenvolvimento coletivo.

Segundo o Supervisor de Vendas da cooperativa, Vilmar Diniz, a Colagua já garantiu um stand para a participação na Feira, juntamente com outras empresas dos mais diversos segmentos. “A Feira do Verde foi uma pequena amostra do que será a Feira de Negócios, tivemos a visitação de muitos empresários e pessoas de outros segmentos, que realmente se encantaram com os produtos Colagua. Esse reconhecimento é importante para consolidar o mercado”, argumenta Vilmar. Hoje, a Colagua tem 13 produtos na linha de frente de vendas.

                                                      Acisg valoriza a Colagua e todas as ações

O Presidente da Acisg, Marcos Jahuar, acredita na Feira para fazer a movimentação financeira do comércio que é uma das tradições de Guaçuí, já que o município é conhecido como polo comercial na região do Extremo Sul. A parceria com a Colagua vem fortalecer segmentos que há muitos anos não trabalham juntos.


“A Colagua é um patrimônio e representa empregos e crescimento, precisamos andar juntos. Na Feira, vamos dar preferência aos associados e teremos 80 stands para apresentar o melhor de Guaçuí a toda região. O objetivo é levar aproximadamente 15 mil pessoas para os quatro dias de evento. Durante a Feira do Verde, apresentamos algumas ideias e conseguimos fazer reservas de espaços”, lembra o Presidente. Os horários de abertura e fechamento do evento estão sendo definidos.

Colagua e Assis parceria que fortalece

                                            Parceria que acredita na região do Caparaó Capixaba


Mais um sábado de degustação e divulgação que intensifica a marca Colagua, para os moradores de Guaçuí e região. Nas compras, além de do consumidor ir até um supermercado que conhece, encontra os produtos de alta qualidade da Colagua. De acordo com o Supervisor de Vendas, Vilmar Diniz, a cooperativa também vai apoiar o “Arraiá do Assis” que acontece no dia 16 de julho, com a presença do cantor Alex Campanha.

                                           Produtos que conquistaram a confiança dos consumidores

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Safra do café sem deixar de tirar leite


                                            Zé Deuzinho é exemplo da produção café com leite

Muito trabalho. Quem trabalha com o café e o leite na região do Caparaó, até setembro tem realmente muito trabalho pela frente. Dar conta da colheita e da tirada do leite todos os dias, precisa planejamento, estrutura e força de vontade. No Espírito Santo, são milhares de histórias assim todos os anos, o café com leite faz parte da agricultura do estado há séculos e da renda de muitas famílias. Foi para mostrar uma dessas histórias que o Informe Colagua visitou a propriedade do José Antônio Protásio de Oliveira, Zé Deuzinho, que fica no distrito de Mundo Novo, no município de Dores do Rio Preto. O cooperado trabalha no sistema familiar, consegue fazer leite de qualidade e ainda assim, trabalhar na safra do café também com produção boa.

Não tem como começar a falar do produtor Zé Deuzinho, de 63 anos, sem falar da história de coragem deste homem. Quando comprou a propriedade há mais de 30 anos não havia nenhum cultivo, tinha apenas um burro emprestado e uma vaca. Com ajuda da esposa, Sônia Cristina de Souza e dos quatro filhos, dois meninos e duas meninas, hoje adultos, a família tomou forma junto com o sítio. Foram feitos plantios de café, eucalipto, verduras e a produção de leite, que nunca faltou.

                                             A esposa Sônia é o braço direito em tudo

“Nunca deixei de tirar o leite e tentar fazer o melhor. O café a renda vem uma vez ao ano, mas o leite não. Com o dinheiro do leite fazemos as despesas diárias, o que mantém a propriedade firme e produzindo. Hoje, tenho 100 animais, cerca de 30 vacas estão na produção de leite. No café, vamos ter uma produção de cerca de 500 sacas neste ano. Eu sou apaixonado por roça, faço tudo por gosto de fazer”, lembra Zé Deuzinho.

Todo o trabalho no sítio é feito com a família, o filho Eliseu Jr. Sousa Oliveira, 32 anos, viu que a vida no sítio era importante profissionalmente e resolveu ficar, mas buscando qualificação. Fez diversos cursos, entre eles, de inseminação artificial, todo animal da propriedade é fruto dessa dedicação. “Eu sempre insisti para que meu pai aceitasse ideias novas e deu certo. Começamos a fazer inseminação e piquetes. Atualmente, ajudo a muitas propriedades com inseminação e tenho orgulho de dizer que os animais daqui tem qualidade”, lembra Eliseu.

                                        Família junto com o técnico Fabiano e a zootecnista Stefani

O cooperado está na Colagua há quase um ano, antes enviava o leite para um laticínio privado, mas depois de uma visita do técnico da Colagua, Fabiano resolveu apostar no trabalho da região e tem dado certo. O trabalho de dedicação aprendido com os pais e até o filho, foi somado a novas técnicas que tem aumentado à produção e disparado a qualidade. O volume de leite por dia na propriedade chega a 800 litros, no rancking de qualidade tem conseguido o crescimento aos poucos.

“No curral sigo um ensinamento de meu pai, colocamos pó de serra uma vez ao dia, depois raspamos e no outro dia, o trabalho se repete. Lavar o curral nem pensar, nunca gostei, via os outros lavarem e sempre achei errado, além de gastar água e jogar tudo no córrego prejudicando o meio ambiente. A pessoa que faz isso não usa o esterco como adubo. A mistura que fazemos, com pó de serra e adubo serve para todas as nossas plantações. O chão firme e sem unidade não prejudica o casco da vaca”, afirma Zé Deuzinho.

Para o zootecnista, Stefani Moraes, técnica do projeto “Mais Leite” que é uma parceria entre Colagua, Coopetec e Sebrae, a evolução do cooperado tem haver com o planejamento junto a cooperativa, os técnicos e a vontade de fazer o melhor do produtor. “Na primeira visita acompanhei a ordenha e fiz todos os exames. Inclusive, ensinei fazer a lavagem do tanque e na terceira visita eles já estavam fazendo tudo que pedi. Levei a ideia para eles, que um leite de qualidade reflete na saúde do animal sendo assim, não vai gastar com medicamento. Então , começaram a fazer pré e pós DIPPING. A realização é que sempre que venho ele está feliz e comentando do crescimento na qualidade do leite. Um outro ponto importante é que o produtor sempre se preocupou com a nutrição do animal. Sempre fizeram silagem para suportar o inverno, adubavam os piquetes com esterco e a ração concentrada. A inseminação também é um lado positivo, que já fazem há alguns anos. A qualidade dele é ótima, mesmo com 30 vacas”, destaca Stefani.

                                    Pai e filho da rotina da roça que cada vez tem novas informações 


O agricultor que não se cansa do trabalho, mostra que é possível trabalhar com qualidade e com bom retorno. “A gente trabalhar precisa trabalhar com perfeição. Você vai fazer uma porcaria para o outro tomar? A qualidade é de família. Não tem ninguém rico, mas todo mundo feliz. As coisas que os outros comem, a gente precisa ter consideração. Depois que entrei na Colagua, o leite passou a render mais, passou a sobrar e tudo que for para melhorar faz a parte. A gente vai tocando. Na safra do café não é brincadeira, inclusive trabalhamos na parte da noite. Puxamos o café depois do leite, uma luta feia, mas a gente toca o tempo todo. Se parar não dá tempo. Eu me sinto honrado por tudo isso”, finaliza Zé Deuzinho.

domingo, 15 de maio de 2016

Equipe da Colagua visita "Seu Zé Deuzinho"

                                          Dia de visita e de conhecer uma história que faz a diferença 

Para a produção do "Informe Colagua" uma equipe da cooperativa visitou neste sábado, 14, o cooperado José Antônio Protásio de Oliveira, mas todo mundo conhece mesmo como Seu Zé Deuzinho. Ele vive na localidade de Cachoeira Alta, em Mundo Novo, município de Dores do Rio Preto. Há um ano na Colagua, o cooperado é um exemplo de produtor que visa a qualidade e aos poucos, conseguiu aumentar a produção e os rendimentos. História de luta, que deixa a Colagua mais forte.

A matéria completa vai ser publicada no Informe Colagua, que todos os meses fica pronto sempre no dia 20. O jornal leva ao produtor rural tudo o que se passa na cooperativa, com informações, parcerias, o rancking de qualidade, produção, cursos e o trabalho de uma equipe que trabalha para a região do Caparaó. Mas antes da publicação do Informe deste mês, algumas fotos sobre os bastidores da matéria principal. Não percam!

                                                 A jornalista Andresa, Seu Deuzinho e a técnica Stefani